Tânia Rego

Dima Rousseff participa de inauguração de terminais privados de porto no Rio de Janeiro
A presidente Dilma Rousseff admitiu ontem, ao inaugurar terminais
privados no porto do Rio de Janeiro, que o governo federal esgotou todos os
recursos possíveis para combater a crise iniciada em 2008 e que se estendeu
para o ano seguinte. “Agora temos de usar outros instrumentos de combate”,
disse a presidente, justificando a adoção das medidas de ajuste fiscal. Segundo
Dilma, a sociedade se livrou de um “elevadíssimo desemprego” e de “uma redução
violenta da taxa de crescimento” com a política anticíclica adotada após a
crise internacional, que por outro lado sacrificou as contas públicas.
Ela voltou a usar a analogia do orçamento doméstico para explicar o
corte de gastos implantado pela nova equipe econômica neste segundo mandato e
para falar em retomada do crescimento. “Estamos fazendo o que todo mundo faz na
sua casa: reajustando as contas para seguir crescendo. Acreditamos que isso se
dará nos próximos meses, chegando ao final do ano”, prometeu Dilma,
acrescentando que o País passa por um momento de dificuldades, mas tem bases
sólidas.
“Trouxemos para as contas públicas os problemas
que, de outra forma, recairiam sobre a sociedade, os trabalhadores”, afirmou.
Para alavancar investimentos, além do ajuste fiscal, Dilma falou sobre a
necessidade de incentivar parcerias com o setor privado, “facilitando a
viabilidade de investimentos”. Ela disse que já estão previstos 38
empreendimentos privados na área portuária, somando cerca de R$ 11 bilhões.
Citou, como exemplo, a parceria para ampliação dos terminais do Rio.
“Uma das consequências mais importantes [desses
investimentos] será o surgimento de um novo mapa logístico e a implantação de
várias alternativas, racionalizando custos de transporte”, destacou,e prometeu
também “um novo projeto de concessões” de aeroportos, hidrovias e rodovias,
para resolver gargalos e reduzir o chamado “custo Brasil”.
Na saída do evento, a presidenta confirmou ainda
que adotará novas medidas de ajuste. Entre elas, a que prevê tributação
escalonada de empresas que deixaram o Supersimples. “O empreendedor, em sua
maioria, a empreendedora, está ali se esforçando para crescer. Sai do
Supersimples e cai no lucro presumido [tributação], aí, tem um impacto imenso.
Pensamos em construir uma rampa pela qual ele/ela possa crescer e incorporar o
crescimento sem perder muito”.
Dilma Rousseff falou também sobre as parcerias
entre o governo e o setor privado que permitiram a construção de terminais no
porto do Rio e defendeu que, para o empresário, “dar previsibilidade é crucial”
e que as parcerias geram um “círculo virtuoso”.
Da Tribuna
do Norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário