Humberto Sales
Frncisco de Assis Albino já fez quatro vezes o exame e é reprovado, mas disse que não desiste
As estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN) apontam
um crescimento de 123,5% nos índices de reprovação dos exames teóricos
para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O percentual
que era de 17,29% no ano passado, chegou a 38,64% no primeiro semestre
de 2014. Os índices de reprovação começaram a mudar, pra mais, a partir
de abril deste ano, quando o Detran passou a aplicar um novo modelo de
provas teóricas, que deixou de ser mais simples e de perguntas diretas,
para exigir mais do raciocínio dos candidatos.
Em janeiro, o percentual de candidatos ao exame teórico considerados
inaptos foi de 17,47%, passou a 19,98% em fevereiro e no mês seguinte
chegou a 19,57%. No entanto, depois que alterou-se o formato do exame
teórico, o índice de candidatos inaptos pulou para 36,88% já em abril e
em maio e junho foi a 64,85% e 64,11% respectivamente. Ou seja, um salto
de 271% entre o começo e fim do primeiro semestre de 2014.
Antes, como observa a subcoordenadora de Controladoria de Trânsito do Detran, Márcia Marques da Rocha, havia mais questões em que os candidatos poderiam decorar as respostas. “Agora é mais de interpretação, com questões sobre o dia a dia do trânsito”, disse. Ela também informa que houve alteração no número de questões da prova, que passou de três para quatro.
Para levar essas mudanças aos Centros de Formação de Condutores ((CFCs), o Detran já fez quatro reuniões em Natal e duas no interior, em Caicó e Mossoró. O assessor da presidência do Detran, Manuel Ferreira da Silva Neto, disse que muitos candidatos reprovados, reclamam das aulas de formação, por isso, segundo ele, a autarquia cobra melhoria na qualidade do ensino nos CFCs e pode fechar aqueles que não se adaptam a essa nova situação.
Dono do CFC Vitória, no centro de Parnamirim, Eduardo Migliavaca afirma que, realmente, a prova teórica aplicada pelo Detran é mais interpretativa. “Fica mais difícil ter ajustes, porque as pessoas têm que ler com atenção as perguntas e respostas”, opina.
Para Migliavaca hoje no Detran aplica-se uma prova que já era aplicada desde 1997 no Rio Grande do Sul. “Não vou dizer que seja pior ou melhor”, reconhece, apenas acrescenta que desta forma não há brechas para que o candidato passe sem conhecimento.
Muitos Centros de Formação de Condutores estão se preocupando com a qualidade do ensino, mudando a maneira de dar aula, buscando material didático e programas de Tecnologia da Informação.
Esses índices de reprovação vêm sendo mais observados no Rio Grande do Norte, que adaptou-se apenas este ano aos avanços que já vinham ocorrendo em outros estados: “Temos de perder aquele costume que pra tudo tem um jeitinho, o Detran-RN não está pedindo nada de anormal, o candidato à habilitação tem de estudar, a maior dificuldade que os instrutores têm é fazer o aluno participar”, afirma.
Embora tivesse sido aprovado no teste teórico, Rogério Ricardo Campos da Silva fazia o “reteste” na prova prática. Pra ele, refazer um ou outro exame não era problema. “Com o trânsito caótico que aí está, a exigência é correta”, diz o candidato.
Francisco de Assis Albino estava, ontem de manhã, na sala de exames teóricos do Detran, na Cidade da Esperança, para repetir o teste: “Acho que já fiz as provas mais de quatro vezes, perdi as contas”, avalia. Mesmo assim, Francisco Albino disse que espera “um dia sair com a vitória, batendo na mesma tecla”. Ele disse que não pode arriscar de sair dirigindo sem a CNH.
O examinador do Detran, Aldir Alves afirmou que, apesar do exame teórico apresentar altos índices de reprovação, também é importante que os candidatos à obtenção da CNH prestem atenção na prova prática, de direção.
Alves explica que quatro pontos perdidos elimina um candidato. A baliza, é o teste que mais reprova, por ser eliminatório: “A nota é quatro”. Segundo ele, esquecer de ligar o sinal de entrar à direita ou à esquerda, vale três pontos, não podendo falhar mais, porque mais um ponto já reprova.
Antes, como observa a subcoordenadora de Controladoria de Trânsito do Detran, Márcia Marques da Rocha, havia mais questões em que os candidatos poderiam decorar as respostas. “Agora é mais de interpretação, com questões sobre o dia a dia do trânsito”, disse. Ela também informa que houve alteração no número de questões da prova, que passou de três para quatro.
Para levar essas mudanças aos Centros de Formação de Condutores ((CFCs), o Detran já fez quatro reuniões em Natal e duas no interior, em Caicó e Mossoró. O assessor da presidência do Detran, Manuel Ferreira da Silva Neto, disse que muitos candidatos reprovados, reclamam das aulas de formação, por isso, segundo ele, a autarquia cobra melhoria na qualidade do ensino nos CFCs e pode fechar aqueles que não se adaptam a essa nova situação.
Dono do CFC Vitória, no centro de Parnamirim, Eduardo Migliavaca afirma que, realmente, a prova teórica aplicada pelo Detran é mais interpretativa. “Fica mais difícil ter ajustes, porque as pessoas têm que ler com atenção as perguntas e respostas”, opina.
Para Migliavaca hoje no Detran aplica-se uma prova que já era aplicada desde 1997 no Rio Grande do Sul. “Não vou dizer que seja pior ou melhor”, reconhece, apenas acrescenta que desta forma não há brechas para que o candidato passe sem conhecimento.
Muitos Centros de Formação de Condutores estão se preocupando com a qualidade do ensino, mudando a maneira de dar aula, buscando material didático e programas de Tecnologia da Informação.
Esses índices de reprovação vêm sendo mais observados no Rio Grande do Norte, que adaptou-se apenas este ano aos avanços que já vinham ocorrendo em outros estados: “Temos de perder aquele costume que pra tudo tem um jeitinho, o Detran-RN não está pedindo nada de anormal, o candidato à habilitação tem de estudar, a maior dificuldade que os instrutores têm é fazer o aluno participar”, afirma.
Embora tivesse sido aprovado no teste teórico, Rogério Ricardo Campos da Silva fazia o “reteste” na prova prática. Pra ele, refazer um ou outro exame não era problema. “Com o trânsito caótico que aí está, a exigência é correta”, diz o candidato.
Francisco de Assis Albino estava, ontem de manhã, na sala de exames teóricos do Detran, na Cidade da Esperança, para repetir o teste: “Acho que já fiz as provas mais de quatro vezes, perdi as contas”, avalia. Mesmo assim, Francisco Albino disse que espera “um dia sair com a vitória, batendo na mesma tecla”. Ele disse que não pode arriscar de sair dirigindo sem a CNH.
O examinador do Detran, Aldir Alves afirmou que, apesar do exame teórico apresentar altos índices de reprovação, também é importante que os candidatos à obtenção da CNH prestem atenção na prova prática, de direção.
Alves explica que quatro pontos perdidos elimina um candidato. A baliza, é o teste que mais reprova, por ser eliminatório: “A nota é quatro”. Segundo ele, esquecer de ligar o sinal de entrar à direita ou à esquerda, vale três pontos, não podendo falhar mais, porque mais um ponto já reprova.
Da Tribuna do Norte
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