quarta-feira, 16 de março de 2016

Crise hídrica afeta quase 100 municípios do interior do estado do Rio Grande do Norte


A situação do abastecimento de água nos municípios do interior do Rio Grande do Norte continua se agravando. De acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), que atualizou na última segunda-feira (14) a lista de municípios que atualmente estão em situação de colapso ou que são sendo abastecidos em sistema de rodízio, o agravamento da situação é evidente.
Segundo as informações divulgadas pela Caern, atualmente, em 17 cidades do RN, a população só tem acesso à água por meio de caminhões pipa através da perfuração de poços artesianos. Em outras 74, a água ainda chega pelas torneiras, mas a Caern se viu obrigada a implantar um revezamento para forçar os moradores a racionar o uso da pouca água disponível nos reservatórios.
A situação é vivenciada com maior gravidade pelos moradores dos municípios das regiões Oeste e Seridó. De acordo com o levantamento da Caern, as cidades em colapso no estado são: Acari; Almino Afonso; Antônio Martins; Currais Novos; Francisco Dantas; Frutuoso Gomes; Jardim do Seridó; João Dias; Luís Gomes; Marcelino Vieira; Martins; Paraná; Pilões; Rafael Fernandes; São Miguel; Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias.
Em sistema de rodízio estão as cidades de Afonso Bezerra, Água Nova, Alto do Rodrigues, Angicos, Assú, Barcelona, Bodó, Caiçara de Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Dr. Severiano, Encanto, Espírito Santo, Fernando Pedrosa, Florânia, Timbaúba dos Batistas, Jardim de Piranhas, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itaú, Janduís, Jardim de Angicos, José da Penha, Jucurutu, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lajes, Lucrécia, Macau, Messias Targino, Olho D’Água do Borges, Ouro Branco, Paraú, Parelhas, Passagem, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Portalegre, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Laurentino, Triunfo Potiguar, Umarizal, Venha Ver, Equador e Viçosa.
Para complicar ainda mais a situação do abastecimento dos municípios no RN, as previsões para este mês de março, assim como para o período de chuvas na região, são desanimadoras.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) prevê que as chuvas na região Nordeste devem ficar abaixo do normal no período de março a maio deste ano. Essa foi a conclusão da II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste Brasileiro, evento realizado no final de fevereiro em Natal. Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn, afirmou que as chuvas de janeiro - que foram acima do previsto - criaram uma expectativa positiva para o homem do campo, mas a previsão é mesmo de chuvas abaixo do normal. "Nós temos expectativa de chuva, mas abaixo do normal", disse.


Nível dos reservatórios do RN continua caindo
As chuvas que vêm caindo com certa intensidade desde o início do ano no interior do Rio Grande do Norte não estão sendo suficientes para amenizar os efeitos da estiagem histórica que assola o sertão potiguar. A prova são os níveis das bacias potiguares, cada vez mais baixos. De acordo com boletim sobre a situação volumétrica dos reservatórios na pagina virtual da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), em todas as grandes barragens ou açudes do estado houve queda no volume de água armazenada. Nove reservatórios estão completamente secos.
A queda no volume das bacias é reflexo da redução da água armazenada nos reservatórios.
De acordo com a medição da última segunda-feira (14), o nível da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves caiu de 20,84% em dezembro para 20% neste mês. A Armando Ribeiro fica na região do Vale do Açu e tem capacidade para até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água. Atualmente, encontra-se com pouco mais de 479 milhões de metros cúbicos, constituindo-se em um dos níveis mais baixos da história do reservatório.
prova são os níveis das bacias potiguares, cada vez mais baixos. De acordo com boletim sobre a situação volumétrica dos reservatórios na pagina virtual da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), em todas as grandes barragens ou açudes do estado houve queda no volume de água armazenada. Nove reservatórios estão completamente secos.
A queda no volume das bacias é reflexo da redução da água armazenada nos reservatórios.
De acordo com a medição da última segunda-feira (14), o nível da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves caiu de 20,84% em dezembro para 20% neste mês. A Armando Ribeiro fica na região do Vale do Açu e tem capacidade para até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água. Atualmente, encontra-se com pouco mais de 479 milhões de metros cúbicos, constituindo-se em um dos níveis mais baixos da história do reservatório.
Na segunda maior barragem do estado, a de Santa Cruz, em Apodi, a situação também é de queda no nível do reservatório. Em dezembro marcava 31,43% da capacidade e a medição do dia 1.º de março apontava para 29,95%. O reservatório pode armazenar até 599,7 milhões de metros cúbicos de água.
Na barragem de Umari, em Upanema, o nível caiu de 20,16% para 18,76%, segundo medições também feitas no dia 1.º de março. Umari pode armazenar até 292,8 milhões de metros cúbicos de água.
O açude Itans, em Caicó, está com apenas 1,48% de sua capacidade, de acordo com a medição feita no último dia 14 deste mês.
Já o açude Gargalheiras está com apenas 0,02% de sua capacidade total que é de 44.421.480 de m³.
Na segunda maior barragem do estado, a de Santa Cruz, em Apodi, a situação também é de queda no nível do reservatório. Em dezembro marcava 31,43% da capacidade e a medição do dia 1.º de março apontava para 29,95%. O reservatório pode armazenar até 599,7 milhões de metros cúbicos de água.
Na barragem de Umari, em Upanema, o nível caiu de 20,16% para 18,76%, segundo medições também feitas no dia 1.º de março. Umari pode armazenar até 292,8 milhões de metros cúbicos de água.
O açude Itans, em Caicó, está com apenas 1,48% de sua capacidade, de acordo com a medição feita no último dia 14 deste mês.
Do Jornal de Fato

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