domingo, 11 de julho de 2010

UFERSA ganha Núcleo de Produção de Tecnologia

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido, através do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal, conseguiu aprovação pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP – recursos no valor de R$ 1.173.262,00, para construção do Núcleo de Geração e Transferência de Tecnologia em Produção do Semiárido – NUTESA.

Este espaço físico contará com os Setores de Produçao de Bovinos, Ovinos e Caprinos, além de unidades de beneficiamento de carne e leite, reprodução assistida e pastejo relacionado Irrigação, constituindo-se assim como infraestrutura de referência no Semiárido, capaz de atender às demandas de pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal, e, indiretamente, os Programa de Irrigaçao e Drenagem e Ciências do Solo.

O projeto, elaborado pela equipe de professores da UFERSA, inclui também a implantação do Sistema Integrado de Produção Animal Agroecológica do Semiárido – SIPASA que será uma unidade de ensino, pesquisa e extensão agroecológica. O objetivo é gerar tecnologias através de pesquisa para o uso dos recursos naturais disponíveis de maneira sustentável, além de auxiliar programas de formação de nível de pós-graduação, superior e médio, assim como o ensino não formal para produtores e técnicos.

A equipe de pesquisadores será composta por 16 professores na UFERSA das áreas de agronomia, zootecnia, agroecologia e biologia. Com a aprovação do projeto a Universidade Federal Rural do Semi-Árido tem prazo de 16 meses para licitação.

A criação de bovinos mestiços, caprinos leiteiros e ovinos em regime de pastoreio rotativo são algumas das principais características do SIPASA, bem como a diversidade nos plantios de pastagens e culturas para alimentação suplementar dos rebanhos de formas diversificadas. A ideia também é abolir o uso de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, privilegiando o uso de cobertura viva do solo, adubos verdes e compostos orgânicos.

A estimativa dos pesquisadores é que anualmente serão cultivadas pastagens adaptadas ao semiárido, além de diferentes espécies de capins para a suplementação dos animais no período de escassez de alimentos. A área prevista será de 60 hectares, sendo para alimentos volumosos (4,2 ha), pastagens (20 ha) e 25 hectares de área de preservação da caatinga, sendo algumas atividades programadas com base na integração lavoura-pecuária.

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