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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Chuva de meteoros na noite de hoje será a maior de 2015

Chuva de meteoros em Vancouver (Reprodução: Nasa)
Chuva de meteoros em Vancouver (Reprodução: Nasa)

O espetáculo vem do espaço. Na noite desta quarta-feira (12) e madrugada de quinta-feira (13), um fenômeno conhecido como Perseidas – uma chuva de meteoros – promete muita beleza e brilho no céu.
As Perseidas são detritos do cometa Swift-Tuttle que foi visto da Terra pela última vez em 1992. Anualmente, em agosto, a Terra cruza a órbita do cometa e é possível observar o fenômeno. No Brasil, as regiões Norte e Nordeste são as melhores para visualização.
O astrônomo Dr. José Ronaldo, professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), explica o fenômeno e orienta sobre o melhor horário e condições para observar a chuva de meteoros em Mossoró. Confira:
José Ronaldo é astrônomo e professor da UERN (Foto: Reprodução/Facebook)
José Ronaldo é astrônomo e professor da UERN (Foto: Reprodução/Facebook)

Gazeta do Oeste – O que é uma chuva de meteoros? Como ocorre esse fenômeno?
José Ronaldo – Tudo começa com um cometa, o qual em sua viagem pelo espaço deixa um rastro de detritos, que em geral são pequenos pedaços de rochas. Quando esse rastro situa-se próximo à órbita da Terra, anualmente nosso planeta vai encontrá-lo. Quando isso ocorre, a Terra vai atrair esses detritos, que ao cair são incinerados pelo atrito com a atmosfera. O fenômeno torna-se brilhante no céu, formado um rastro luminoso, de beleza única, particularmente quando são em grande número, como é o caso da chuva de meteoros. No caso das Perseidas, os detritos foram deixados pelo cometa Swift-Tuttle, que foi visto da Terra pela última vez em 1992.
Gazeta do Oeste- Há risco de um desses detritos atingir a Terra?
José Ronaldo – Os detritos têm tamanhos relativamente pequenos. Eles entram na atmosfera com altas velocidades, entre 11 e 72 km/s. Logo, ao encontrarem a atmosfera, o impacto praticamente os pulveriza em fragmentos ainda menores, os quais são incinerados quase que instantaneamente. Considerando que esse processo ocorre a uma altura de 80 km acima da superfície, o risco de que um desses detritos nos atinja é muito pequeno.
Gazeta do Oeste – Será possível visualizar essa chuva de meteoros em Mossoró? Dá pra ver a olho nu ou é preciso um telescópio?
José Ronaldo – A chuva de meteoros é semelhante a uma explosão de fogos de artifício, ou seja, há um ponto no céu a partir do qual os feixes luminosos parecem sair. Este ponto situa-se em uma constelação, que dá o nome à chuva de meteoros. No nosso caso, a constelação é Perseu, daí o nome Perseidas. Para ver o fenômeno basta ficar observando esta constelação no horário adequado. Imaginando que você esteja no centro da cidade de Mossoró, por volta de 1h da madrugada, olhe um pouco acima do horizonte à esquerda da UERN. Então basta ficar atento e assistir ao espetáculo. Espera-se que no auge das Perseidas, o que ocorre após as 2h da madrugada, tenhamos uma taxa de 50 a 60 meteoros por hora. Não é necessário usar instrumentos ópticos, além do olho, claro.
Gazeta do Oeste- Quais as melhores condições para observação?
José Ronaldo – A previsão é que o céu esteja livre de nuvens, então não deveremos ter problemas com a observação. Entretanto, como se trata de um fenômeno com periodicidade variável, no sentido de que de repente você pode ver vários meteoros e depois pode esperar um bom tempo até ver outro, recomenda-se que procure acomodar-se confortavelmente. Também é melhor observar em grupo, pois quanto mais olhos vigiando o céu, menor será a possibilidade de perder um evento, que geralmente ocorre muito rápido.
Gazeta do Oeste- Há quanto tempo o senhor estuda Astronomia?
José Ronaldo – Quando se cresce próximo da praia é quase impossível não adquirir o hábito de observar o céu. Assim, desde muito cedo, desenvolvi o interesse pela astronomia. Fiz minha graduação em física nos anos 90 e em seguida fiz uma pós-graduação em astrofísica, concluindo meu doutorado em 2003. Desde que vim trabalhar na UERN, em 2002, sempre procurei divulgar a astronomia nas escolas e pela imprensa. Hoje na UERN é possível fazer o curso de física e uma pós-graduação em astrofísica. Assim, sempre aproveitamos esses espaços para motivar os jovens a seguirem a carreira de físico astrônomo, a qual desponta como muito promissora no mundo e, em particular, no nosso país.

Do Jornal Gazeta do Oeste

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Asteroide com força nunca antes vista pode atingir a Terra

Foto: Daily Mail / Reprodução
  
O asteroide foi visto pela primeira vez ainda na década de 1950, sendo nomeado 1950 DA

Cientistas da Universidade de Tennesse, na cidade de Knoxville, Estados Unidos, descobriram que um asteroide gigante e de forças nunca antes encontradas pode atingir a Terra no ano de 2.880, causando grandes danos – podendo marcar o “fim do mundo”. As informações são do Daily Mail.

Apesar de as chances de choque ser de apenas 0,3%, os estudiosos já pesquisam uma forma de combater o asteroide, evitando qualquer desastre. 

O asteroide foi visto pela primeira vez ainda na década de 1950, sendo nomeado 1950 DA. Como possui 1000 metros de diâmetro e gira numa velocidade impressionante, o corpo celeste deveria se despedaçar em vários pedaços, mas isso não está acontecendo. Desta forma, os cientistas descobriram que ele pode ser unido por uma força de coesão chamada de van Der Waals. Isso significa que o asteroide tem gravidade negativa.

Por causa desse fator, os cientistas não sabem lidar com a destruição desse asteroide. A existência de van Der Waals tem sido prevista em pequenos asteroides, mas as evidências nunca foram vistas antes do 1950 DA.

Os cientistas afirmaram que não há motivos para preocupação, já que as chances de a rota do asteroide coincidir com a Terra são mínimas. Ademais, desde 2000, o nosso planeta foi atingido mais de 20 vezes por estes corpos celestiais. 

As pesquisas foram publicadas na edição desta semana da revista científica Nature.

Do site Terra

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Chuva de meteoros poderá ser vista nesta madrugada

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Nos últimos dias, olhar para o céu se transformou em uma atração ainda maior. Se no último domingo (10), a Lua apareceu 14% maior e mais brilhante, no fenômeno conhecido com superlua, de segunda (11) a quarta-feira (13), será a vez de observar a chuva de meteoros Perseidas, informa o Observatório Nacional (ON).

Conforme dados da Nasa, a maior parte do mundo poderá ver as Perseidas, a qualquer hora depois do anoitecer, mas a visualização será melhor nas duas horas antes do amanhecer.

O pico da chuva de meteoros Perseidas deve produzir cerca de 80 meteoros por hora, incluindo bolas de fogo. Na madrugada desta terça-feira (12) para quarta (13), o fenômeno atingirá o pico nos céus da Terra.

Sobre o ON
O Observatório Nacional, instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atua em três grandes áreas de conhecimento - Astronomia, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência, nas quais realiza pesquisa, desenvolvimento e inovação, com reconhecimento nacional e projeção internacional.

As atividades do ON incluem a formação de pesquisadores em cursos de pós-graduação, a geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira e a divulgação do conhecimento produzido através de atividades especializadas.

Do site No Minuto

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Asteroide com quase três quilômetros se aproximará da Terra no final do mês

Embora não ofereça riscos ao planeta ou à Lua, a aproximação do objeto traz uma rara oportunidade de estudo para os astrônomos.

Asteroide com quase três quilômetros se aproximará da Terra no final do mês

Um asteroide com 2,7 quilômetros de extensão deve se aproximar da órbita da Terra no dia 31 de maio. De acordo com a NASA, o corpo não oferece qualquer risco para a Terra ou para a Lua, já que passará a uma distância de 5,7 milhões de quilômetros da superfície terrestre.

Entretanto, o 1998 QE2 (nome baseado na época em que foi descoberto) terá a sua aproximação recorde na ocasião, algo que não deve se repetir em 200 anos. Isso trará uma oportunidade importante para que os astrônomos possam estudar o corpo celeste.

“Sempre que um asteroide se aproxima tanto, há uma oportunidade científica única para estudá-lo em detalhes, incluindo o seu tamamanho, forma, rotação, características da superfície e o que ele pode nos dizer sobre a sua origem”, afirmou o astrônomo do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, Lance Benner, em comunicado oficial.

Benner reforça que os dados levantados durante as observações podem servir para instrumentalizar a previsão de ocorrências potencialmente catastróficas — como o meteorito que despencou sobre a Rússia no início deste ano. 

Ao amadores, entretanto, fica o lembrete: o 1998 QE2 não poderá ser visto a olho nu — de maneira que o negócio é esperar pelos registros da NASA.

Fonte: Nasa

domingo, 5 de maio de 2013

Chuva de meteoros de restos do cometa Halley acontece nesta madrugada

Meteoro da chuva Eta Aquarid é visto no céu da Georgia, nos EUA, em 29 de abril de 2012
Meteoro da chuva Eta Aquarid é visto no céu da Georgia, nos EUA, em 29 de abril de 2012

Todo ano a Terra passa por detritos deixados pelo Cometa Halley no espaço, que ao entrarem em contato com a atmosfera geram a chuva de meteoros conhecida como Eta Aquarid. 

Este ano, o pico será às 22h (horário de Brasília) deste domingo (5), com uma tava de 30 a 40 meteoros por hora no momento máximo, e terá melhor visualização no hemisfério Sul.

Bolas de fogo são comuns nesta chuva de meteoros, mas para vê-las é preciso estar longe das luzes das cidades. Para quem não conseguir enxergar a chuva à olho nu, a Nasa (Agência Espacial americana) irá transmitir ao vivo imagens do Centro de Voo Espacial Huntsville, os EUA. Para assistir, acesse a transmissão ao vivo.

Ao mesmo tempo, o astrônomo do centro Bill Cooke irá participar de um chat ao vivo (em inglês) para comentar a chuva, da meia noite até 4h do dia 6 no site da Nasa.

O cometa Halley é visto da Terra a cada 76 anos, a última vez foi em 1986 e não deve ser visto até 2061, mas a chuva de meteoros causada por seus detritos ocorre todo ano. 

A chuva ganha o nome de Eta Aquarid porque as estrelas cadentes parecem ter se originado na Constelação de Aquário.

Fonte:Uol

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Chuva de meteoros acontece nesta madrugada no Brasil

Chuva de meteoros acontece nesta madrugada no Brasil

Você está preparado para acompanhar uma chuva de estrelas cadentes? Então procure um lugar longe das luzes da cidade na madrugada desta segunda-feira (entre 1h e 3h), no dia 22 de abril, quando será registrado o ápice de uma chuva de meteoros chamada de “Liríadas”, que deverá ser mais facilmente visualizada nas regiões Norte e Nordeste. 

Para quem mora no Sul, o fenômeno vai ser visível por volta das 3h, na direção leste-nordeste.

A chuva de meteoros teve início no último dia 16 e segue até o dia 25, o que provocará a visualização em série das popularmente chamadas estrelas cadentes. Quanto menos nuvens no céu, melhor será a sua chance de observar o fenômeno.

Mas como localizar a chuva de meteoros? Em um local escuro, posicione-se observando aproximadamente 23º do sentido norte-leste (quase ao nordeste), no poente da Lua (3h10min). Nesta direção você irá observar uma estrela brilhante chamada Vega, ela é a estrela mais brilhante da constelação Lira (veja abaixo a imagem).
 
Chuva de meteoros acontece nesta madrugada no Brasil

 Os meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, ou seja, a “estrela cadente”
 
Fonte:History