quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Anestesiologistas ameaçam interromper atividades se o contrato entre profissionais e Prefeitura não for renovado

Imagem meramente ilustrativa
Terminou sem acordo a reunião entre a Gerência Executiva de Saúde e os anestesiologistas. O encontro realizado na última segunda-feira discutiu o impasse do contrato da prestação de serviços entre a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) e os profissionais dessa área médica, que acabou em outubro e não foi renovado. Os profissionais ameaçam parar completamente as atividades no próximo dia 11, caso não haja uma solução rápida do poder público municipal.
O serviço dos anestesiologistas é realizado pelo Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM). Um dos atendimentos mais importantes é o prestado na Maternidade Almeida Castro, único centro de partos da região Oeste potiguar.
"Não é uma greve, porque não somos funcionários nem da Prefeitura nem da Maternidade, é apenas o fim de um contrato que acabou em outubro, quer dizer, são quatro meses nessa situação. A paralisação das atividades também não é pela questão do salário, porque ele está sendo pago, embora com atraso, mas é para regularizar a nossa situação", esclarece o anestesiologista Ronaldo Fixina.
Por causa desse problema o COHM já tinha deixado de fazer os procedimentos mais complexos. Na reunião de anteontem, chegou-se ao estopim: ou a PMM resolve o problema ou os serviços serão definitivamente paralisados, decretaram os especialistas médicos. "Está chegando um momento muito difícil para a saúde de Mossoró", alerta Fixina.
Segundo o profissional, o novo gerente municipal de Saúde, Benjamim Bento, mostrou-se disposto a resolver a situação, mas alegou problemas de orçamento. Por isso, a solução surgida no encontro foi viabilizar uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado. "Para a gente, não interessa de onde vem o pagamento, nosso interesse é que o problema seja solucionado", disse o anestesista.

Fonte: Jornal O Mossoroense

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