sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vereadores reagem à Ação do Ministério Público contra reajuste de salários

Na tarde de quarta -feira , o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co (MP) im­pe­trou Ação Civil Pú­bli­ca pe­din­do à Mesa Di­re­to­ra da Câ­ma­ra Mu­ni­ci­pal do Natal (CMN) a não im­plan­ta­ção do rea­jus­te sa­la­rial do Le­gis­la­ti­vo Mu­ni­ci­pal apro­va­do pela Re­so­lu­ção nº 380/10 da pró­pria Câ­ma­ra, em de­zem­bro do ano pas­sa­do, de­vi­do a um rea­jus­te só poder ser apli­ca­do na pró­xi­ma le­gis­la­tu­ra. A Ação pede ainda a sus­pen­são dos rea­jus­tes já im­plan­ta­dos, de­ven­do res­ta­be­le­cer o pa­ga­men­to no valor fi­xa­do du­ran­te a le­gis­la­tu­ra an­te­rior, res­pei­ta­do o li­mi­te de R$ 9,2 mil.

Mas os ve­rea­do­res já co­me­ça­ram a se ar­ti­cu­lar con­tra a Ação. O ve­rea­dor Adão Eri­dan disse res­pei­tar o po­si­cio­na­men­to do (MP), mas acre­di­ta que a ação não seja acei­ta pela Jus­ti­ça, ale­gan­do que a mesma me­di­da tam­bém de­ve­ria ser aplia­ca­da no Con­gres­so Na­cio­nal e nas As­sem­bleias Le­gis­la­ti­vas. "Acho que não vai dar em nada essa Ação do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co. Até res­pei­to, mas o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co tem que se preo­cu­par em fis­ca­li­zar e fazer seu papel e não se meter em as­sun­tos cons­ti­tu­cio­nais. Por­que se não, vai ter que tirar os rea­jus­tes dos de­pu­ta­dos es­ta­duais, dos de­pu­ta­dos fe­de­rais, dos se­na­do­res, de todo mundo", cri­ti­cou.

Outro tam­bém que já se mos­trou in­sa­tis­fei­to com a Ação foi o ve­rea­dor Pro­fes­sor Luis Car­los. Ele disse tam­bém disse en­ten­der o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, mas disse que pro­mo­to­res tem que rever a ação. "Não de­sa­pro­vo a pos­tu­ra do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, afi­nal é um órgão sério, mas o pro­ble­ma é que os pró­prios pro­mo­to­res sabem que esse é um efei­to cas­ca­ta. Que se não ti­ves­se tido o au­men­to nas ou­tras casas le­gis­la­ti­vas, nós não te­ría­mos como con­ce­der o rea­jus­te, mas houve", fri­sou.

A Ação foi re­sul­ta­do do In­qué­ri­to Civil nº 140/10 da Pro­mo­to­ria de Jus­ti­ça de De­fe­sa do Pa­tri­mô­nio Pú­bli­co, da Co­mar­ca de Natal, que apu­rou ir­re­gu­la­ri­da­des na con­ces­são de rea­jus­tes dos ve­rea­do­res, já que qual­quer tipo de rea­jus­te no Le­gis­la­ti­vo só é vá­li­do para a pró­xi­ma le­gis­la­tu­ra e não para a le­gis­la­tu­ra vi­gen­te. Para o MP, a re­so­lu­ção que per­mi­te o rea­jus­te ime­dia­to de R$ 15 mil é in­cons­ti­tu­cio­nal e os ve­rea­do­res que já re­ce­bem esse valor, têm que ter o pa­ga­men­to sus­pen­so ime­dia­ta­men­te.

A Re­so­lu­ção tam­bém oca­sio­na um efei­to cas­ca­ta no le­gis­la­ti­vo já que amar­ra o sub­sí­dio dos ve­rea­do­res a 75% do valor pago aos de­pu­ta­dos es­ta­duais com efei­tos a par­tir de 2 de fe­ve­rei­ro de 2011, além de as­se­gu­rar re­vi­sões, sem­pre na mesma data e sem dis­tin­ção de ín­di­ces dos rea­jus­tes con­ce­di­dos ao fun­cio­na­lis­mo mu­ni­ci­pal. Mas no en­ten­di­men­to dos pro­mo­to­res, "ao fixar o valor do rea­jus­te do sub­sí­dio dos ve­rea­do­res, a Re­so­lu­ção nº 380/10 vio­lou a Cons­ti­tui­ção da Re­pú­bli­ca, o que a torna nula de pleno di­rei­to, não es­tan­do, por­tan­to, apta a pro­du­zir efei­tos". "Esse rea­jus­te da forma como foi im­ple­men­ta­do é in­cons­ti­tu­cio­nal, pois está em des­com­pas­so com as Cons­ti­tui­ções Fe­de­ral e Es­ta­dual" com­ple­men­tam os Pro­mo­to­res.
Fonte: Correio da Tarde

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