sábado, 30 de julho de 2011

Fenômenos da Parapsicologia são explicados por pesquisador


 Carlos Almeida: “Todos nós somos paranormais, mas algumas pessoas manifestam mais que outras”


O Dia do Parapsicólogo foi comemorado ontem. A ciência, que na maioria das vezes é confundida com religião, estuda fenômenos extrasensoriais e motores, e surgiu da necessidade de desmistificar o que as pessoas associam ao sobrenatural, ou à magia.


O professor e pesquisador do assunto, Carlos Almeida, explicou que o Dia do Parapsicólogo é uma conquista do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas (IPPP), como uma tentativa de valorização e criação da profissão, que não é reconhecida pelo Ministério da Educação, apesar de diversas universidades brasileiras já terem desenvolvido pesquisas sobre o assunto. “Algumas pessoas utilizam a ciência para enganar as pessoas, por isso ficou um tanto desacreditada”, disse Carlos Almeida.

Ele explicou ainda que os fenômenos extra-sensório-motores se dividem em extrasensoriais, compostos pela telepatia, clarividência e premonição, que são ligados à mente, e que em 60% dos casos se manifestam quando as pessoas estão dormindo. Já os fenômenos motores, que são os fenômenos físicos sobre a mente, denominados de psicocinese, ou seja, efeitos da mente sobre a matéria. “Todos nós somos paranormais, mais algumas pessoas manifestam mais que outras. As pessoas são desinformadas sobre a para normalidade”, afirmou.

Segundo Carlos Almeida, os fenômenos paranormais nada têm de sobrenaturais ou psicopatológicos. “Confundem com quem tem problemas mentais, mas são inerentes à faculdade humana. Muitas vezes as coisas são coincidências, mas, quando são frequentes, têm que ser estudadas e melhor analisadas”, continuou o professor.

As pesquisas sobre parapsicologia já existem há mais de 100 anos. Hoje o Brasil não fica atrás de nenhum país da Europa no que diz respeito às pesquisas desse assunto. Esse ano será realizada a 54ª Convenção Anual da Parapsicologia, e pela primeira vez será realizada no Brasil, será em Curitiba no dia 17 de agosto. “É lamentável que em Mossoró não haja outras pesquisas sobre isso, pelo menos se há eu desconheço”, afirmou.

Ele lembra que mesmo não sabendo de outros pesquisadores além dele, em 1989 ocorreu uma série de fenômenos paranormais em Mossoró, no bairro Bom Jesus. “Pedras foram arremessadas dentro de uma casa, sem que ninguém estivesse jogando. Eu mesmo saí nos arredores perguntando e constatei. Nessa casa também aconteceram outras coisas como uma senhora que foi se deitar após o almoço e o lençol pegou fogo, uma combustão sequenciada sem nenhum vestígio de algo que tenha causado as chamas, o que a parapsicologia reconhece como pirogenia. Lá também no dia seguinte as pessoas estavam almoçando quando uma das gavetas se abriu sozinha e talheres foram arremessados por ninguém, a psicologia identifica como telecinese”, explicou.

Segundo o pesquisador, foi descoberto que os fenômenos aconteceram nos dias em que uma parente da dona da casa esteve hospedada, vinda do então município de Augusto Severo. “Depois que ela foi embora, nada mais aconteceu nesse sentido”, relatou.

Carlos Almeida afirmou que não atende como parapsicólogo, nem tem consultório, já que a profissão não é reconhecida.

“Tenho inúmeros relatos. Mas muitas pessoas vivenciam e não falam porque tem medo de se exporem ao ridículo”, disse. O professor explicou ainda que a paranormalidade não é um fator genético, mas que existe uma pré-disposição hereditária.

Fonte: Gazeta do Oeste
 Foto: Edinilto Neves/Gazeta do Oeste

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