quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Professores da Uern fazem protesto e analisam proposta

 Ednilto Neves/Gazeta do Oeste

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (ADUERN) realizou um tímido protesto na tarde de ontem em frente ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Os professores escolheram o local como forma de comparativo da situação difícil que as duas instituições passam atualmente.

O “Ato em Defesa do Serviço Público” aconteceu durante o horário de visita aos pacientes. Do lado de fora as faixas estavam estendidas entre as árvores e o carro de som veiculando, em volume baixo, os objetivos do movimento grevista. No interior do hospital os educadores da Uern fizeram uma panfletagem chamando a atenção dos funcionários e pacientes.

“Escolhemos fazer esse ato por conta da precariedade que as duas importantes instituições vivem. Em termos de educação a Uern é a mais importante de Mossoró e na área da saúde o Tarcísio Maia é referência. Estamos fazendo uma analogia porque tem muito a ver a situação. A educação e a saúde estão pedindo socorro ao Estado”, explica Flaubert Torquato, presidente da Aduern.

Amanhã, os servidores estaduais prometem fazer mais uma mobilização. Está sendo organizada uma panfletagem durante a abertura da XXIV Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO), que acontecerá no Centro de Exposições de Eventos Enéas Negreiros (EXPOCENTER), a partir das 19h.

Na segunda-feira passada, 15, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte enviou proposta referente à reposição da perda salarial nos anos de 2008, 2009 e 2010. A proposta que “foi a menos ruim até agora”, como descreve Flaubert, será avaliada pela categoria nesta quarta-feira, 17, na sede da Aduern, às 9h.

O Estado ofereceu reajuste de 10,65% em abril de 2012; 7,43% em abril de 2013 e 7,43% em abril de 2014 - totalizando os 23,98% reivindicado por professores e técnicos administrativos da universidade.

Segundo Flaubert, a proposta teve fator positivo e negativo. “Foi bom porque foi a primeira vez que eles [o Governo] colocaram no papel o que ainda não tinha feito e ainda definiu as datas para esses reajustes serem feitos. O ruim é que eles têm a teimosia de insistir no escalonamento até 2014. Fica um prazo muito grande para um percentual muito pequeno”, destaca.

Fonte: Gazeta do Oeste

Nenhum comentário:

Postar um comentário