sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

10 de fevereiro na história



10 de fevereiro de 1912: A morte do Barão do Rio Branco


"Cessou afinal a dolorosa agonia do grande vulto, que trouxe a consternação sincera em, todas as camadas populares. Repercutiu rápida e sentida, a nota plangente da grande perda sofrida pela família brasileira. O nome do Barão do Rio Branco está de tal modo integrado no espírito nacional como integrado e perfeito é o território desse abençoado solo, cujos limites ele traçou a golpes de longas vigílias e dedicadas lucubrações. Às primeiras notícias da gravidade de seu estado havia uma corrente de ancia e de pesar, ancia de que os boletins prontamente afastassem um mau presságio, pesar de que viesse pouco depois a notícia fatal e pungente confirmar o desenlace cruento. Infelizmente, o pesar venceu". Jornal do Brasil

Professor, político, jornalista, diplomata, historiador e biógrafo, o Barão do Rio Branco, 66 anos, morreu vítima de problemas renais. Nos últimos dias sua vida fora uma agonia prolongada pelos recursos da ciência. A dimensão de sua perda se refletiu nas inúmeras homenagens póstumas que lhe foram rendidas no Brasil e no exterior, principalmente no mundo jornalístico.

10 de fevereiro de 1939 – Morre o Papa Pio XI




Aos 81 anos, o Papa Pio XI sentia-se fraco e sabia que a sua hora estava chegando. Por isso, sua Santidade empenhou todos os esforços para “deixar as coisas em ordem”, segundo suas próprias palavras, nos últimos anos de seu Pontificado.

Pio XI surpreendia os médicos pela tenacidade com que se apegava à vida, tendo resistido bravamente por 10 anos, desde o aparecimento dos primeiros sintomas de uma doença que, em 1936, paralisou-lhe o movimento das pernas. Nos intervalos de sua moléstia, o Papa publicou mensagens que surpreenderam os círculos católicos do mundo por condenarem o ateísmo comunista, movimentos anticristãos, nazismo e fascismo. “Nós não pretendemos desmembrar a família humana. E é claro que o nacionalismo extremado e o racialismo repressivo erguem barreiras entre os homens”, declarou Pio XI em um comunicado em 1938, ao relacionar o fascismo italiano com o movimento anti-semita de Hitler, na Alemanha.

Ao saber do falecimento do Papa, o rabino Stephen Wise, líder judeu austro-húngaro, publicou uma mensagem de condolência lamentando a morte do homem que lutava pela paz entre os humanos. “O mundo judaico jamais esquecerá a corajosa atitude do pontífice a favor das liberdades, da dignidade humana e da proteção às numerosas vítimas das perseguições raciais”, dizia a nota. O ditador italiano, Mussolini, que adiou uma ofensiva diplomática contra a França devido ao falecimento de Pio XI, também lamentou a morte do Pontífice: “A morte do Papa da conciliação é motivo para a mais profunda consternação para a Igreja e para a nação italiana. Como intérprete dos sentimentos do povo italiano, enviou os sentimentos de pêsames do governo fascista e os meus pessoalmente”.

Ambrose Damian Achille
Pio XI, cujo nome de batismo era Ambrose Damian Achille, nasceu na Lombardia, em 1857. Durante os dezessete anos de pontificado, ele desenvolveu uma vigorosa oposição ao comunismo e às formas extremadas de nacionalismo. A piedade e a devoção de Pio XI eram fatos bastante conhecidos. Seu dia começava e terminava em sua capela particular, justamente ao lado de seu quarto. Somente em 1936, por estar de cama devido à enfermidade, Pio XI deixou de rezar a sua Missa de Natal, desde os 57 anos de sua ordenação. A iminência da Segunda Guerra e a instalação das ditaduras européias na primeira metade do século XX contribuiu para apressar o fim de sua existência; o Papa fazia questão que suas mensagens de paz fossem levadas para o mundo inteiro, o que acabou cansando seu coração frágil. Aliás, segundo o Vaticano, “paz” foi à última palavra que Pio XI proferiu antes de fechar os olhos pela última vez. 

Fontes: Jornal do Brasil

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