Ao contrário do Ensino Fundamental e do
Superior que conseguem se sobressair com índices progressivos de avaliação, o
Ensino Médio das escolas públicas do Rio Grande do Norte é pálido, desnutrido
e, ano após ano, vai esmorecendo devido os índices de evasão e abandono escolar.
Especialistas
diriam que o estado de desnutrição é grave e pode levar a UTI a esperança de um
futuro melhor para o jovem potiguar. O aluno que, com dificuldade, termina o
ensino fundamental, não tem força nem estímulo suficiente para continuar no ensino
médio. Os índices de evasão no ensino médio assustam a sociedade potiguar:
segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo IBGE, a evasão chega a 19% e, no
RN, 56,20% das pessoas com 10 anos ou mais contam apenas com o ensino
fundamental e apenas metade dos jovens com 19 anos declaram ter concluído essa
etapa do ensino.
De acordo com
os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2009, o
Rio Grande do Norte continua sendo um dos estados com as piores médias do país.
No ranking do Ensino Médio, o RN ficou na 23ª posição acompanhado de Alagoas, e
Amapá, abaixo deles somente o Piauí.
Se for levado em
consideração apenas os números do 3º ano do EM, a situação ainda é pior e o RN
cai para a 25º posição. A nível de Nordeste a colocação no Ideb também é das
piores, o RN obtém índices de 2.8, ostentando a 7ª colocação dentre os nove
estados, quando a média nacional é de 3.4 e a da região é de 3.1. Ou seja, o RN
foi terceiro pior estado da região.
O único da região
que alcançou a média do país foi o Ceará com 3,5, igual à nacional. Com relação
à taxa de aprovação no ensino médio, o RN deu uma melhorada pulando de 80,1
para 83,4, ostentando um 5º lugar entre os que menos reprovaram na rede pública
de ensino. Mas, apesar disso, segundo a secretária Betânia Ramalho, essa etapa
de ensino vive uma situação nevrálgica na educação do Rio Grande do Norte. Para
ela, as causas são várias. A começar pelo investimento que sempre ficou
represado e somente a partir de 2006 em diante é que é assumido pela política
do governo para universalizá-lo, entrando na educação básica com o Fundeb.
"Antes, os investimentos se davam através de projetos e programas, era um
dinheiro vulnerável, não havia merenda escolar nem o livro didático como se tem
hoje".
Fonte: Diário de Natal via V&C Artigos e
Notícias
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