quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sindjorn critica jornalista após comentários sobre médicas cubanas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) divulgou nota na manhã desta quarta-feira (28) sobre o comentário da jornalista Micheline Borges quando dá chegada dos médicos cubanos ao país. O órgão lamentou a atitude e disse que a jornalista adotou uma postura equivocada, com falta de zelo e respeito. Ontem, Micheline em sua conta pessoal do facebook disse que as médicas cubanas mais pareciam empregadas domésticas. A conta foi delatada por ela logo depois, quando o caso ganhou repercussão nacional.
"O Sindjorn lamenta a postura equivocada, a falta de zelo e respeito da jornalista Micheline Borges no caso envolvendo as médicas cubanas. Também prestamos nossa solidariedade a estas profissionais, bem como às empregadas domésticas. Todo trabalhador merece respeito, independente da classe", diz a nota do sindicato. "Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência...Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo!", disse Micheline em seu comentário.

O Sindicato dos empregados domésticos já adiantou que vai entrar com ação contra a jornalista. Na ação, o presidente do sindicto Israel Fernandes vai pedir retratação, além de danos morais e racismo. "Ela deveria trabalhar uma vez como doméstica para ter dignidade", afirmou Israel. (Veja abaixo nota do Sindjorn)

Globo

A edição desta quarta do Jornal Hoje, da Rede Globo, trouxe a matéria em nível nacional. Um sociológo foi ouvido e o presidente do Sindicato confirmou que irá processar a jornalista. A matéria teve duração de dois minutos e trinta segundos.

Nota do Sindjorn
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte defende irrestritamente o jornalismo responsável e o exercício livre da profissão. Priorizamos nossa atuação na vigilância constante a toda e qualquer tentativa de cercear o direito de imprensa e de opinião. Todavia, não podemos admitir nenhum tipo de preconceito, muito menos partindo de colegas.

O Sindjorn lamenta a postura equivocada, a falta de zelo e respeito da jornalista Micheline Borges no caso envolvendo as médicas cubanas. Também prestamos nossa solidariedade a estas profissionais, bem como às empregadas domésticas. Todo trabalhador merece respeito, independente da classe.

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais.

Do site do Jornal de Fato

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