A feirante Jacira do Carmo Moreira nega que tenha
explorado sexualmente da própria filha
(Foto: Daniel Silveira / G1)
explorado sexualmente da própria filha
(Foto: Daniel Silveira / G1)
Jacira do Carmo Moreira, de 46 anos, suspeita de explorar sexualmente a filha, hoje com 15 anos, se entregou à polícia do Rio de Janeiro
no fim da tarde desta sexta-feira (29). Mãe de nove filhos, ela é
suspeita de receber dinheiro em troca de abusos sexuais contra uma das
filhas — teria vendido a virgindade da filha por R$ 50 quando a menina
tinha 9 anos — e estava foragida desde quinta (28), quando foram
expedidos mandados de prisão contra ela e cinco homens suspeitos de
estuprar a menina. A mulher nega as denúncias.
A suspeita se apresentou na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e foi
encaminhada à noite para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima
(Dcav). Chorando muito, ela alegou inocência. "Quando eu vi (que era
procurada pela polícia) eu falei que queria me entregar, porque eu sou
inocente. Eu não sou uma fugitiva", disse.
Questionada sobre as denúncias da filha, Jacira afirmou que a menina
mentiu e garantiu que nunca explorou dos nove filhos para ganhar
dinheiro. "Eu tenho dois braços e duas pernas. Minhas mãos são todas
calejadas. Enquanto eu puder trabalhar eu nunca vou precisar disso". Ela
admitiu uso de cocaína, mas garantiu estar livre do vício. "Eu nunca
usei nada na frente dos meus filhos, por respeito a eles", disse.
Também nesta sexta, outra filha de Jacira, de 12 anos, foi encontrada
pela polícia em um abrigo da Prefeitura para menores. Em entrevista a
agentes, com auxílio de uma psicóloga, ela confirmou as acusações da
irmã e disse que também sofreu uma tentativa de abuso sexual por parte
de um vizinho, quando tinha 11 anos. Ele seria Humberto Ricardo Marsico
Morelli Alves, conhecido como "Maninho", de 58 anos, um dos cinco presos
nessa quinta.
Segundo a Polícia Civil, Jacira responde a um inquérito por ameaça e
lesão corporal. Agora ela passa a responder por estupro de vulnerável,
corrupção de menor, maus tratos, favorecimento da exploração sexual,
abandono material e abandono intelectual. Da Decav, ela foi encaminhada
Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Ela ficará presa
por pelo menos 30 dias, prazo da prisão temporária determinada pela
Justiça.
Fonte: G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário