terça-feira, 19 de agosto de 2014

“Nosso real adversário é o PT, e não Marina Silva”, diz Aécio Neves

 

A ex-senadora Marina Silva e o candidato tucano durante sessão no Senado Federal (Foto: Pedro França/Agência Senado)
 
POR SÉRGIO RODAS OLIVEIRA
 
O candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) declarou nesta terça-feira (19) que o verdadeiro oponente de seu partido é o PT, e não Marina Silva (PSB), cuja candidatura pode ser oficializada amanhã (20).
 
“Tenho respeito pessoal pela Marina, ela terá oportunidade de defender as ideias nas quais acredita e continuaremos apresentando as nossas. (…) O nosso antagonismo continua sendo com o PT, que é o nosso real adversário”, afirmou o tucano.
 
Em visita a Dourados (MS), Aécio voltou a criticar o aparelhamento do Estado e a incapacidade de o governo petista estabelecer parcerias com o setor privado, o que estaria levando o Brasil “a ter um dos piores crescimentos na nossa região” e a uma alta taxa de inflação. 
 
Ele também atacou os programas sociais do governo Dilma Rousseff: “O PT optou por uma política social de administração da pobreza. Nós, por outro lado, estamos apresentando propostas que buscam a superação da pobreza”. 
 
“Superministério da Agricultura”
 
Em um dos estados mais fortes do agronegócio, Aécio Neves voltou a defender a criação de um “Superministério da Agricultura”, que, por sua importância, “atuará no mesmo nível do Ministério da Fazenda” e terá ligação com o Ministério da Infraestrutura, o qual o presidenciável também prometeu estabelecer.
 
“Ou compreendemos de forma definitiva que o agronegócio é a principal alavanca para o desenvolvimento econômico, mas também social do país, ou vamos estar daqui a pouco, infelizmente, nos confrontando com o crescimento negativo da nossa economia”, avaliou o ex-governador de Minas Gerais.
 
Aécio também defendeu os direitos de comunidades indígenas ameaçadas pelo agronegócio, e propôs que os estados tenham papel na demarcação das áreas de proteção.
 
“Em casos de conflito iminente, temos que ter a responsabilidade de avançar na direção da desapropriação de terras que hoje são ocupadas por fazendeiros ou por produtores rurais. (…) E acho, inclusive, que os estados podem participar na definição dessas áreas. Hoje, isso é uma exclusividade da Funai e acho que precisamos colocar a Embrapa, pelo conhecimento que tem, e também os Estados, para definição dessas áreas”, disse o presidenciável.
 
Do site Terra

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