Graça Foster deve apresentar defesa sobre prejuízo
na compra de Pasadena
(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
na compra de Pasadena
(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O Tribunal de Contas da União (TCU) pode tornar indisponíveis os bens
da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, dentro do processo
que visa compensar os prejuízos causados pela compra da refinaria de
Pasadena, nos EUA, segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".
De acordo com a publicação, o ministro do TCU José Jorge, relator do
processo sobre Pasadena, afirmou que, por erro de técnicos do próprio
tribunal, o nome de Graça Foster deixou de ser incluído entre os
possíveis responsáveis pelo prejuízo. Ao G1, o TCU confirmou que Jorge deu a declaração ao jornal.
Nesta quarta (6), o tribunal deve votar a correção da sua decisão do
último dia 23, com a inclusão do nome de Graça Foster entre os
executivos suspeitos de responsabilidade pela compra da refinaria pela
Petrobras. A indisponibilidade dos bens tem o objetivo de garantir
recursos para o ressarcimento da empresa.
José Jorge, de acordo com o jornal, disse que Graça Foster fez parte da
diretoria da Petrobras no final das negociações para a compra de
Pasadena, quando passou a ocupar o cargo de diretora de Gás e Energia.
Por isso o nome dela deve ser incluído agora.
Primeira decisão do tribunal
No dia 23, o plenário do TCU aprovou, por unanimidade, relatório do ministro José Jorge que aponta prejuízo de US$ 792,3 milhões à Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006.
No dia 23, o plenário do TCU aprovou, por unanimidade, relatório do ministro José Jorge que aponta prejuízo de US$ 792,3 milhões à Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006.
O acórdão cita como possíveis responsáveis pelo prejuízo ex-membros da
diretoria da Petrobras, entre eles o ex-presidente da estatal José
Sérgio Gabrielli, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor
Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento e Refino Paulo Roberto Costa,
preso em uma operação da Polícia Federal suspeito de envolvimento em um
esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas (envio de recursos
para fora do país sem declará-los). Todos eles tiveram os bens
bloqueados.
A decisão, porém, não é uma condenação. A partir dela, os suspeitos apontados terão prazo para apresentar suas defesas e, depois, um novo relatório será produzido pelo tribunal. Nele, valores poderão ser alterados, e nomes podem ser incluídos ou excluídos após a análise de novas provas e documentos.
O texto não aponta entre os possíveis responsáveis a presidente Dilma Rousseff, presidente do conselho de administração da Petrobras na época da compra de Pasadena. Isso significa que, no entender do TCU, ela não teve responsabilidade pelo prejuízo. Antes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia determinado o arquivamento de apuração para averiguar se houve crime, por parte de Dilma, na aquisição da refinaria.
A decisão, porém, não é uma condenação. A partir dela, os suspeitos apontados terão prazo para apresentar suas defesas e, depois, um novo relatório será produzido pelo tribunal. Nele, valores poderão ser alterados, e nomes podem ser incluídos ou excluídos após a análise de novas provas e documentos.
O texto não aponta entre os possíveis responsáveis a presidente Dilma Rousseff, presidente do conselho de administração da Petrobras na época da compra de Pasadena. Isso significa que, no entender do TCU, ela não teve responsabilidade pelo prejuízo. Antes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia determinado o arquivamento de apuração para averiguar se houve crime, por parte de Dilma, na aquisição da refinaria.
Do G1
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